Victoria Rossetti fala da estreia em 'Pantanal' e de cenas quentes

Logo em suas primeiras cenas como Nayara em “Pantanal”, Victoria Rossetti já apareceu de lingerie num momento mais quente com Jove (Jesuíta Barbosa). Para alguns atores, sequências que envolvem sexo e nudez podem causar certo desconforto. Com a atriz, acontece o contrário:

  • Para mim é tranquilo. Às vezes fica até mais fácil, elas servem para quebrar o gelo. E também dão mais espaço para a improvisação. Me sinto mais livre do que numa cena de aproximação, sedução. A gente tem mais liberdade para o jogo porque não precisa das palavras, do discurso. Só tenho a agradecer aos atores com quem contracenei. Fiquei muito confortável.

O outro ator a quem Victoria se refere é Caco Ciocler, que vive Gustavo. Numa certa altura da trama, Nayara vai se tornar assessora de Madeleine (Karine Teles) e acabará se envolvendo com o marido dela.

  • Nayara sempre admirou muito a Madeleine. Depois que Jove vai para o Pantanal, ela começa a se aproximar mais dessa família, fica muito amiga da Madeleine e passa a ajudá-la com as redes sociais. Há celebridades que são feitas pela mídia e outras que constroem sua própria persona na internet. Madeleine é um pouco das duas. Nayara fica bem deslumbrada com essa amizade - adianta a atriz.

Estreante em novelas, Victoria, de 22 anos, comenta sobre o nervosismo ao contracenar com profissionais experientes.

  • Só tinha feito série “Psi” (HBO) . Nossa, dá muito medo. Agora eu já estou me acalmando, mas houve um momento em que fiquei muito amedrontada. Tem atores com mais de 20 anos de TV. Então, fiquei com muita vontade de acertar e, ao mesmo tempo, medo de errar - explica ela, que deixará a história por volta do capítulo 60 e faz mistério sobre seu desfecho. - Acho que gostei e não gostei (risos) . O final da Nayara abre um espaço fértil para a imaginação do público. Vão pensar: “O que será que vai acontecer?”.

Na história, Nayara se apaixona por Jove e almeja um relacionamento sério. Por isso, sofre com o fato de ele não estar na mesma sintonia. Victoria conta que já viveu uma situação semelhante:

  • Trouxe até um sabor para a personagem. Eu fui que nem a Nayara, pelo meu desejo. Isso é ser adolescente. Sem muita referência e experiência para entender que aquilo vai trazer sofrimento. Fui na velocidade 100km/h nessa paixão. Até hoje tento entender o que me fez ficar tão apaixonada por esse homem que não estava nem aí para mim. Acho que é uma briga com o ego. Uma coisa de provar para mim mesma. Conquistá-lo era tão valioso para mim que seria uma validação.

Atualmente solteira, ela diz que, depois dessa experiência, pensa em novas formas de relacionamento:

  • Não estou conseguindo ter espaço para a monogamia agora. Não sei o que a vida pode me trazer. Pelo fato de as pessoas estarem dando mais valor ao autocuidado, as relações têm ido para um lado menos de exclusividade. Cada um por si, é melhor para não se decepcionar.