Agro do Brasil é o maior beneficiário do Acordo Mercosul-UE, veja o que muda em relação ao Café, Carnes e Soja

:right_arrow: O que o acordo prevê para o agro?

O acordo prevê eliminar as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra do Mercosul.

Com isso, o setor poderá aumentar as vendas de diversos itens, como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, que terão taxas de importação gradualmente zeradas na Europa.

As tarifas serão reduzidas em prazos que podem variar de 4 a 10 anos, a depender do produto.

Itens como as carnes bovina e de frango terão cotas de exportação. São alimentos considerados “sensíveis” pelos europeus, pois competem diretamente com a produção local.

Os países da União Europeia deram aval nesta sexta-feira (9) ao acordo de livre comércio com o Mercosul, bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O próximo passo é a assinatura pelo dois blocos, o que deve acontecer no próximo dia 17, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. Para valer, o tratado ainda terá que ser aprovado nos congressos dos países sul-americanos.

O acordo não envolve só o agro, mas este foi o ponto mais sensível ao longo das décadas de negociação do livre comércio.

Uma parte ruidosa dos produtores europeus protagonizou diversos protestos, alegando que seria prejudicada com a entrada de produtos sul-americanos mais competitivos.

O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, deve ser um grande beneficiário do acordo. O bloco europeu já é o segundo maior cliente do agro brasileiro, atrás da China e à frente dos Estados Unidos.

O acordo assume um peso ainda mais estratégico para o Brasil depois que as vendas do agro para os EUA despencaram em 2025, diante do tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump.

A sobretaxa acabou sendo retirada em novembro — mas quase metade das exportações do agro brasileiro ainda está submetida a ela.

Além disso, recentemente, China e México, outros grandes compradores do Brasil, adotaram limitações para as importações de carne.

:right_arrow:Potencial para carnes

Uma das principais tensões do acordo está no setor de carnes. Pecuaristas europeus, sobretudo da França e da Polônia, resistem ao tratado por temerem perder espaço para os sul-americanos, que podem ganhar competitividade no continente.

Atualmente, a França lidera a produção de carne bovina na Europa, enquanto a Polônia ocupa a dianteira na produção de frango. O Brasil é o maior exportador global desses dois tipos de carnes e, há anos, consegue ofertá-los a preços mais baixos do que seus concorrentes.

Atualmente, a carne bovina brasileira tem dois tipos de tarifação para ser comprada por países da UE, explica a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Uma delas é a cota Hilton, destinada a cortes nobres, que permite ao Brasil exportar 10 mil toneladas por ano com uma taxa de 20%. Esse percentual será zerado, caso o acordo seja aprovado.

Outros tipos de carne bovina têm uma taxa menor, de 12,8%, mais 221,1 euros por 100 kg. Segundo a Abiec, se o acordo UE-Mercosul entrar em vigor, o Brasil deve deixar de pagar essa tarifa, já que passará a ter uma nova cota de exportação em conjunto com os demais países do Mercosul.

Pelo tratado, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai poderão exportar, juntos, até 99 mil toneladas por ano, com uma tarifa inicial de 7,5%.

Sueme Mori, da CNA, avalia que essa cota é pequena, mas que o acordo em si eleva o nível da relação entre os parceiros comerciais e faz com que o Mercosul passe a ser um parceiro preferencial da União Europeia.

Uma lógica semelhante vai funcionar para as carnes de aves, explica a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Hoje, o setor conta com diferentes cotas de acesso à União Europeia: no caso do frango in natura, por exemplo, o país pode exportar 15.050 toneladas com tarifa zero, enquanto os volumes excedentes pagam 1.024 euros por tonelada.

Com o acordo, o Brasil terá, junto com os outros países do Mercosul, uma cota anual de exportação de 180 mil toneladas com tarifa zero.

Ela vai começar em um nível menor no primeiro ano e vai sendo aumentada em parcelas anuais iguais até chegar ao total, no sexto ano, detalhou a ABPA.

No entendimento da associação, as exportações brasileiras de frango que ocorrerem fora da cota do tratado continuarão sujeitas às regras tarifárias atualmente em vigor. “O que teremos com o Mercosul é outra cota, será adicional”, disse a associação.

“Se o acordo for implementado com previsibilidade e respeito às regras, há espaço concreto para aumento das exportações brasileiras de carne de frango”, concluiu a ABPA.

Em 2024, a UE foi apenas o oitavo maior comprador de carnes brasileiras.

:right_arrow: Potencial para o café solúvel

O café é o segundo produto brasileiro mais vendido para a UE em valor exportado, depois da soja.

O café em grão — que representa 97% das vendas do setor à UE — já entra na Europa sem tarifa. Mas, atualmente, o bloco aplica uma taxa de 9% sobre o café solúvel e de 7,5% sobre o torrado e moído, afirma o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos.

“O nosso maior concorrente em café solúvel, o Vietnã, já tem tarifa zero. Então, o acordo pode tornar nosso solúvel mais competitivo na Europa”, destaca Matos.

O acordo UE-Mercosul prevê que as tarifas do café solúvel e torrado e moído zerem em 4 anos.

Matos reforça que um acordo comercial é “muito mais do que exportação”. Segundo ele, se o tratado for para a frente, há possibilidades de grupos empresariais europeus investirem ainda mais na indústria de café do Brasil.

:right_arrow: Nada muda para a soja

O acordo, no entanto, não deverá ter impacto para a soja, que é o produto do agro brasileiro mais exportado para a União Europeia.

Isso porque ela já conta com tarifa zero tanto para o grão, como para o farelo, explica o diretor de Economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan Amaral.

“Esse tratamento se mantém há muitos anos. Por essa razão, o acordo Mercosul-União Europeia não altera o cenário tarifário da soja”, afirma Amaral.

essa gentinha do agro deveria erguer um monumento pro lula
depois do plano safra recorde, receber esse acordo que só saiu por causa dele… deveriam ajoelhar e beijar o pé desse homem

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E vão continuar agindo contra o Lula. Vai entender

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Tudo isso???

essa gente merece ter mais um bolsonaro que quase fez com que eles perdessem a china - que é o maior parceiro comercial desses cretinos

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Eu fiquei chocado com isso tbm kkkk

Para gente as tarifas para importações de vinhos vai ser reduzida entre 8 a 12 anos, e chocolates 10 a 15 anos

Acordo Mercosul-UE divide o agro brasileiro entre apoio e críticas

Faesp e Tereza Cristina defendem cautela com salvaguardas europeias, enquanto exportadores de suco de laranja celebram ganhos tarifários

Fonte: Acordo Mercosul-UE divide o agro brasileiro | Agro Estadão

qual indústria será mais afetada? Tenho curiosidade pra ver o efeito

Espero que eles todos morram

tem as informações do que vai ser reduzido nas importações de coisas pra cá?

77% de taxa mds

Até lá todo mundo morreu

vixe daqui 10 a 15 anos os próprios chocolates brasileiros já vão estar custando uns 50,00 uma barra de 90g

E vamos de produto mais caro e sem qualidade para p brasileiro

acho que o trump vai nos fazer uma visitinha

não dá pra entender a elite brasileira kkkkk cu lotado de dinheiro como nunca antes e incomodado pq tem pobre no aeroporto

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os mercados precisam se adaptar. deve ter sido pressão da França

e vamos de mais décadas e décadas sem industrialização no Brasil. paiseco de contenda mesmo

até os prazos acabarem o MST toma tudo