Enquanto o público revisita a primeira novela de Daniel Rocha, “Avenida Brasil”, no ar no Vale a Pena Ver de Novo, o ator se prepara para estrear mais um trabalho. Ele gravou uma participação especial em “Quem ama cuida”, nova trama das 21h que entrará na grade da TV Globo no dia 18 de maio. O projeto marca o reencontro com Amora Mautner, que dirigia a obra de sucesso de João Emanuel Carneiro.
— Vejo as cenas no Projac enquanto gravo a nova novela. Eu era um ator que só tinha feito teatro. Aprendi a fazer televisão em “Avenida Brasil”. O Otávio Augusto me ensinou muito. Consigo ver uma evolução clara de lá para cá, mas tenho um carinho enorme por aquele começo. Não sabia nem que não se gravava em ordem cronológica — lembra.
Na nova história de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, Rocha interpreta um dos homens com quem Ingrid Brandão (Agatha Moreira) se relaciona casualmente:
— Ele é um cara apaixonado pela Ingrid, que é uma menina que não se apega tanto e vive nos aplicativos de relacionamento. Estou de passagem, não sei se o personagem continua, mas foi um prazer imenso ser dirigido pela Amora novamente.
Além da TV, o ator investe no “audiovisual moderno”. Ele acaba de protagonizar e produzir o filme de suspense “Covil” ao lado da namorada, a atriz Vitória Strada. Ganhador de Melhor Filme Nacional no Fantaspoa 2026, o longa chega ao Telecine e ao Globoplay ainda este mês. A parceria com Vitória se estende para a novela vertical “A boa, a má e o marido gigolô”, que chegará neste semestre à nova plataforma Tele Tele:
— Foi ótimo trabalhar com ela, nossos personagens estão em conflito a história inteira. Sou um vilão sem escrúpulos, mas com uma comédia interessante. Como tive pouco tempo de preparação (apenas um dia), a Vitória me ajudou bastante passando o texto e dando sugestões de tom para as cenas. É a nossa segunda colaboração, já tínhamos feito o filme “Covil” juntos.
Sobre o trabalho com Vitória Strada, com quem está há dois anos, Daniel é só elogios, mas mantém a discrição:
— Sou fã da Vitória, acho que ela é uma das melhores da geração. O mercado mudou e, hoje, existe essa pressão por exposição, porém, sou mais reservado. Peço desculpas aos seguidores que esperam acompanhar a minha vida pessoal, mas realmente não é um dom que tenho. Gosto de usar as redes para falar de cinema e fotografia, que são meus hobbies reais. Se as pessoas esperam fotos conceituais, até posto, mas não leio críticas nem comentários maldosos.
O ator também reflete sobre a intimidade do casal e a curiosidade do público quanto à bissexualidade da parceira, que foi noiva da atriz Marcella Rica antes de começar o atual relacionamento:
— A gente já conversou algumas vezes sobre a invisibilidade bissexual. Tenho amigos próximos que são bissexuais e sempre estive atento a isso. As pessoas não validam muito. Se está namorando homem, dizem que é gay. Se está com mulher, dizem que não é bissexual. Este comportamento é uma idiotice, um retrocesso. A Vitória é uma das pessoas com mais representatividade neste tema e fala muito bem sobre isso. Não a limito em nada. Pelo contrário, quero que ela se expanda mais.
Ele diz que a forma como conduzem a relação busca fugir da espetacularização:
— A única coisa que fazemos diferente dos nossos últimos relacionamentos é expor menos. Não sinto necessidade de avisar o tempo todo que estou namorando ou se terminei. O que conta é o que vivemos no dia a dia. Estamos juntos há dois anos, em um momento de extrema felicidade.