Atriz desde os 7 anos, Leandra Leal vive agora, aos 40, um momento único. Uma das criadoras da série “A vida pela frente”, do Globoplay, ela também assina a direção da obra com Bruno Safadi e interpreta a mãe de uma das jovens protagonistas da história. A trama acompanha um grupo de adolescentes cariocas no fim dos anos 90 — com direito a festas, drogas, um trisal e uma morte impactante — e traz no elenco Ângela Leal, mãe de Leandra. “Foi um sonho”, conta a artista na entrevista a seguir:
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Leandra Leal em cena da série ‘A vida pela frente’ — Foto: Rede Globo/Divulgação
Qual é a importância de “A vida pela frente” na sua carreira?
É um projeto muito autoral, gestado há dez anos com meus amigos de adolescência. É algo bem diferente do que faço na vida. A gente esperou esse tempo pra ter a maturidade necessária pra desempenhar essas funções. A trama traz situações que eu e meus amigos também vivemos. E vou te contar uma curiosidade: na cena da festa a fantasia, tinham 40 fantasias que eram minhas, do meu acervo.
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Liz (Nina Tomsic), Cadé (Jaffar Bambirra), Vicente (Henrique Barreira), Marina Muse Maya), Beta (Flora Camolese), Tereza (Leandra Leal) e JP (Lourenço Dantas) na série ‘A vida pela frente’ — Foto: Jorge Bispo/Divulgação
Por que falar sobre adolescência?
É uma série sobre o fim da adolescência, mas com a visão que a gente tem hoje em dia. Falamos de saúde mental, por exemplo. Precisamos tratar disso principalmente nessa fase da vida, em que experimentamos muitas coisas pela primeira vez, e tudo é intenso. A gente procurou um lugar muito realista, íntimo e sensível. Os personagens passam por um grande arco dramático. Todo mundo faz uma merda nos últimos episódios.
Você já era atriz na adolescência. Como atravessou essa fase?
Trabalhar me deu senso de responsabilidade. Mas sempre tive minha turminha. Tive sorte. Vivi minha adolescência num momento sem rede social. Essa exposição eu não tinha. As revistas de celebridades não eram fortes na época. Consegui ter uma adolescência bem privada.
Na série, a filha da sua personagem passa por uma grande mudança e se distancia dela. E você? Deu trabalho para sua mãe?
Foi uma fase difícil para minha mãe (risos). Se você perguntar sobre essa época, ela vai revirar os olhos. Dei o trabalho que toda adolescente dá.
E como foi ter sua mãe no elenco da série?
Foi muito especial, um sonho dirigi-la em cena. Ela acompanhou esse projeto e foi emocionante minha mãe me ver nesse lugar.
Que tipo de mãe você é para sua filha, Júlia? Você já projeta a adolescência dela?
Ela tem 8 anos! Ainda é criança. Prefiro ir construindo tudo passo a passo. Mas temos uma relação muito próxima e íntima.
Como fica sua carreira agora? A série terá outra temporada?
Não tem nada certo, mas adoraria fazer outra temporada. Tenho vários projetos em que quero dirigir e atuar. Depois de “A vida pela frente”, rodei o filme “Os enforcados” como atriz. Estarei ainda nas séries “Justiça 2” e “Betinho”, do Globoplay.
E o filme sobre as Empreguetes de “Cheias de charme” vai sair?
Queremos fazer acontecer! A história será hilária. Serão elas dez anos depois da novela.