Nos bastidores do “BBB 26”, o favoritismo de Ana Paula Renault virou mais do que um fenômeno de público; virou um problema interno. A coluna apurou que a antipatia de parte da direção e da produção do reality pela participante tem uma explicação bem menos emocional e muito mais estratégica: dinheiro. Ou, mais precisamente, a falta dele.
Ana Paula é, hoje, a única veterana do elenco que não tem contrato com a Viu, empresa de agenciamento artístico da Globo criada justamente para capitalizar o sucesso de talentos revelados ou impulsionados pela emissora. Nomes como Patrícia Poeta, Tadeu Schmidt, Gil do Vigor e Ana Clara estão sob esse guarda-chuva — o que garante à Globo participação direta nos lucros que eles geram fora da TV.
Esse movimento ganhou força após o “BBB 20”, quando Juliette e o próprio Gil explodiram comercialmente e faturaram alto no pós-reality sem que a emissora tivesse qualquer participação nesses ganhos. A criação da Viu foi, na prática, uma resposta a esse “erro” estratégico.
Com Ana Paula, o cenário se repete e isso incomoda. Segundo fontes da coluna, a ex-BBB foi chamada para esta edição justamente pelo potencial de mobilização. A aposta, no entanto, era outra: a de que ela poderia se desgastar ao longo do jogo. O que ninguém previa era o efeito contrário.
Hoje, consolidada como uma das favoritas do público, Ana Paula se transformou em um ativo valioso; só que fora do alcance financeiro da Globo. O resultado? Um clima de evidente frustração nos bastidores.
Executivos da emissora veem a participante crescer em popularidade, engajar o público e, potencialmente, sair do programa pronta para faturar alto com publicidade e contratos sem que um centavo desse montante passe pela empresa. No jogo fora da casa, Ana Paula pode até já ter vencido. E isso, nos bastidores, está longe de ser bem digerido.