Como bom membro crônico desse fórum (já com laudo médico), sei que metade de vocês ri das minhas bobagens exageradas e a outra metade ri de mim mesmo. Mas hoje eu não vim aqui farmar risada nem surto coletivo… vim em modo artista.
Pra quem não sabe (será que alguém não sabe?), eu tinha um alter ego bem conhecido por aqui, daqueles bem encaixadinhos no caos que eu queria causar. Só que no meio desse reset todo da vida, pensei: “é agora ou nunca pra dar a cara a tapa de verdade”. E cá estou.
Eu toco violão, guitarra, baixo, gaita, canto, componho desde sempre… basicamente uma one-man band soFrida. E agora comecei a me aventurar na produção musical… ainda meio capenga? Sim. Mas com alma? Também.
Sertão I foi produzida pelo Mora Fratel (um brasileiro que se firmou no México e voltou pro Br), e a gente fez questão de deixar tudo bem cru: pouca firula, pouca edição, voz mais exposta que opinião polêmica aqui no fórum. A ideia é justamente essa: aridez.
Vocês já conhecem meu lado ácido, debochado, agora eu quero mostrar o lado árido que, no fundo, é de onde essa acidez toda nasce mesmo.
Eu sou nordestino, e apesar de “Sertão I” ter elementos regionais (tem sanfona SIM, respeitem), não é só sobre geografia é um estado mental. E no meu caso, permanente. Tem meu vibrato assinatura (me julguem, eu amo), tem referências que vocês talvez reconheçam, e tem uma letra que definitivamente não foi feita pensando em chart… mas foi feita pensando em sentir.
Quero MUITO que vocês ouçam e comentem. Podem vir com crítica sincera, podem ser áridos mesmo (vocês nunca decepcionam nisso). Vou ler tudo e, nas próximas, provavelmente usar várias coisas que vocês falarem. Exceto os trolls, que eu vou responder rastejando igual cobra, com os dedos cheios de espinhos.
[center][color=green]Enfim… eu tava ANSIOSO num nível ilegal pra mostrar isso…
Espero que vocês sintam pelo menos um pouquinho do que eu tentei colocar aí