Itália adia o fechamento de usinas a carvão por 13 anos

ROMA, 31 de março (Reuters) – A Itália deve adiar para 2038, 13 anos depois do previsto inicialmente, o fechamento definitivo de suas usinas termelétricas a carvão, de acordo com um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira.

A medida sinaliza a disposição do governo de direita da primeira-ministra Giorgia Meloni de amenizar as políticas contra as mudanças climáticas diante dos crescentes desafios de abastecimento energético provocados pelo conflito no Irã.

A Itália possui quatro usinas a carvão atualmente em standby, três das quais pertencem à maior concessionária do país, a Enel (ENEI.MI).

O ministro da Energia, Gilberto Pichetto Fratin, afirmou este mês que elas poderiam ser reativadas caso o conflito no Oriente Médio provocasse uma crise energética.

De acordo com seu Plano Nacional de Energia e Clima (PNIEC) de 2024, a Itália deveria abandonar definitivamente o carvão até o final de 2025. O decreto que adia o prazo para 2038 ainda precisa ser aprovado pelo Senado, mas isso é amplamente esperado, dado o apoio do governo.

O partido Liga, que faz parte da coalizão governista e pressionou pelo adiamento, afirmou que era “certo e responsável” reconsiderar o abandono do carvão diante da atual “grave crise energética internacional”.

A oposição de centro-esquerda e grupos ambientalistas, por outro lado, condenaram a medida. A WWF Itália chamou-a de “uma perigosa reviravolta para a luta contra as mudanças climáticas e para a saúde dos cidadãos”.

Em 2024, enquanto ocupava a presidência do G7, a Itália presidiu uma reunião na qual os membros do Grupo das Sete principais democracias concordaram em acabar com o uso do carvão na geração de energia até 2035.

Italy to postpone shutdown of coal-powered plants by 13 years - By Reuters

Nem dá pra chamar eles de hipócritas já que apoiaram o acordo UE-Mercosul.

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