Deborah Secco fez um relato forte sobre relações abusivas que viveu no passado. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, de Maria Fortuna, a atriz contou que chegou a ser trancada por um ex-namorado para ser impedida de comer e associou antigos vínculos afetivos a um padrão de abandono ligado à ausência do pai.
Eu estava fechando a conta do almoço, já com uma amiga discutindo se ainda cabia café e outra fingindo que não tinha pedido sobremesa, quando li essa fala da Deborah e parei. Tem fofoca que chega fazendo barulho. Essa chega dando um aperto, porque não é sobre climão de famoso, é sobre uma mulher olhando para trás e dando nome a violências que muita gente tenta empurrar para debaixo do tapete.
O trecho mais pesado veio quando ela falou sobre situações abusivas e agressões físicas e verbais em relacionamentos anteriores. Deborah não identificou o ex citado, mas resumiu uma das situações com uma frase dura: “Já fui trancada para não poder comer”.
Pois eu larguei o cartão na bandejinha e fiquei olhando para essa frase. Porque não tem glamour, não tem desculpa e não tem romantização possível. Trancar uma mulher para controlar o que ela come não é ciúme, não é cuidado torto, não é “fase ruim”. É violência.