O metrossexual nada mais era que um homem que gostava de “coisa de mulher”.
Normalmente, esses homens são chamados de gays, bicha, viado… Mas o metrossexual não. Ele era o homem hetero que queria gostar de “coisa de mulher” mas sem ser gay. Ele não podia ser confundido com gay.
Ao mesmo tempo, ele não poderia ser apenas um homem heterossexual. Afinal, homem que é homem não gosta dessas coisas de mulher.
Não foi por menos que os marketeiros se apropriaram do termo metrossexual. Finalmente poderiam vender coisas para homens sem que soasse que eram gays.
~Pode comprar isso, amadoh, isso não é coisa de viado, é coisa de metrossexual.~
Apesar das piadas, existe uma ideia por trás do “metrossexual” que é válida. A ideia de que homem pode gostar de perfume e creme de cabelo e mesmo assim ser hétero. Isso pode parecer óbvio, mas para muitos não é.
De certa forma o metrossexual representaria alguma quebra das formas rígidas da masculinidade?
Pode até parecer que sim a princípio, mas que pega no termo “metrossexual” é justamente que ele não admite que masculinidade pode assumir diversas formas.
Ele conserva a “masculinidade raiz” e chama esses outros caras - os que gostam dessas coisas de mulher - de um outro nome. Esse outro nome também não pode ser gay, eles são macho. Mas não tão macho pra ser chamado de homem hetero, né, então chama de metrossexual.
Se o surto do metrossexual parece ter passado, o marketing andou bombando com outro termo inspirado em uma nova estética…
A “masculinidade raiz” tem a sua volta com o “lumbersexual”. Mas essa análise a gente deixa pra outro dia.