o que eu quero, mário alberto?

Bom, o que eu quero é… foder, Mário Alberto. Eu quero foder. Agora, repare que eu não falei “fazer amor”, eu não falei transar, eu não falei fazer nheco nheco. Eu falei foder. Foder. Agora, eu não quero foder só com você. Eu quero foder com seu chefe, com o meu personal trainer. Eu quero foder com o Marino Salvador, eu quero foder com o George Clooney. Eu quero foder com aquele menino que faz piadas na internet. Eu quero foder com o time da Nigéria, eu quero foder com o exército de Israel. E até com o Toinho, o porteiro. Quem sabe até com o seu irmão, Mário Alberto.

Mas eu não quero um de cada vez. Eu quero todos ao mesmo tempo. Eu quero levar surra de piroca até semana que vem. Eu quero ficar com o queixo pra dentro, que nem Noel Rosa, sabe? De tanto levar saco aqui, no queixo, sem conseguir falar. Eu quero ficar tão larga que… Qual é mesmo o nome daquele nadador? Aquele menino comprido? O Phelps. Eu quero ficar tão larga que o Phelps vai enfiar o cotovelo, assim, dobrado dentro de mim, e eu não vou nem sentir, porque eu estarei o quê? Porque eu estarei extasiada, entendeu?

E eu quero tudo de luz acesa. Porque eu quero ver aquele banho de sêmen. Sêmen é o caralho, né, Mário Alberto? Porra, né? Banho de porra mesmo, sabe? Bukkake? Coloca no Google, que você vai saber o que é. Eu quero levantar que nem um boneco de cera, sabe? Pingando assim, derretendo. E depois eu irei querer um repeteco. Eu quero escalavrar a buceta. Eu quero levar cutucada no colo do útero, entendeu? E depois eu vou querer dar o troco, passar recibo. Eu vou querer que me chamem de putinha, de vaca, de vadia, de cachorra, e depois de putinha denovo. E, enfim, para terminar com tudo isso: Eu vou esmerilhar a chapeleta de geral para limpar a bagunça. E, no dia seguinte, eu acordarei poída, assada, que nem um fantoche velho.

É isso que eu quero, Mário Alberto. E você?