Quem é Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela que impressionou Trump

Quem é Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela que impressionou governo Trump

Apesar de fazer parte de ala ideológica do chavismo, política de 56 anos é conhecida por construir pontes com elites econômicas, investidores estrangeiros e diplomatas

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, se tornou presidente interina do país no sábado, 3, após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças americanas em uma complexa operação militar especial.

Filha de um guerrilheiro marxista que ganhou fama ao sequestrar um empresário americano, Delcy foi educada parcialmente na França, onde se especializou em direito trabalhista, ganhou força dentro do regime chavista até ser alçada ao posto de vice-presidente.

Apesar de fazer parte de uma ala mais ideológica do chavismo, a presidente interina de 56 anos é conhecida por construir pontes com as elites econômicas da Venezuela, investidores estrangeiros e diplomatas, apresentando-se como uma tecnocrata cosmopolita em um governo militarista dominado por homens.

De acordo com oficiais americanos que conversaram com o The New York Times, Delcy Rodriguez impressionou o governo Trump por conta de sua gestão das reservas de petróleo da Venezuela. As pessoas envolvidas nas discussões disseram que intermediários convenceram Washington de que ela protegeria e promoveria futuros investimentos energéticos americanos no país.

Após a economia da Venezuela suportar um terrível colapso de 2013 a 2021, Delcy liderou uma reforma favorável ao mercado que havia proporcionado uma aparência de estabilidade econômica antes da campanha militar dos EUA que resultou na captura de Maduro.

Sua privatização de ativos estatais e a política fiscal relativamente conservadora deixaram a Venezuela melhor preparada para resistir ao bloqueio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de petroleiros sancionados carregando petróleo, o sustento econômico do país.

As contradições envolvendo a presidente interina ficaram evidentes no sábado, quando ela se dirigiu à nação na televisão estatal. Enquanto Trump apontou que Delcy havia sido empossada como a nova presidente e estava em contato com oficiais americanos, estava claro que os apoiadores de Maduro — incluindo ela — ainda o veem como o líder legítimo da Venezuela.

Delcy afirmou repetidamente que Maduro era o “único presidente” da Venezuela e a televisão estatal a classificou como vice-presidente.

Destaque

Ela ganhou destaque dentro do círculo chavista após Maduro se tornar presidente em 2013, depois da morte de Hugo Chávez, o fundador do movimento político bolivariano na Venezuela, que mistura ideais de esquerda e nacionalistas.

Maduro nomeou Delcy Rodriguez como ministra da Comunicação. Delcy também se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler da Venezuela.

Em 2018, a política foi promovida novamente, desta vez para a vice-presidência, e chefe do SEBIN, uma agência de inteligência venezuelana. Ela assumiu funções adicionais em 2020 como ministra da economia e iniciou um diálogo com as elites empresariais da Venezuela.

Alvo de sanções

Delcy também foi alvo de sanções dos Estados Unidos, Canadá e União Europeia (UE) por seu papel em apoiar e ajudar a supervisionar repressões contra dissidências na Venezuela.

Sua entrada na política venezuelana pareceu natural como a filha de Jorge Antonio Rodríguez, um líder marxista que liderou o sequestro na Venezuela de William Niehous, um empresário americano que foi mantido por três anos em um esconderijo na selva e resgatado em 1979.

Seu pai foi preso e acusado por seu papel no sequestro e morreu em 1976, aos 34 anos, após ser interrogado por agentes de inteligência.

Já o irmão mais velho de Delcy, Jorge Rodríguez, é outro membro do círculo íntimo de Maduro. Ele é o presidente da Assembleia Nacional e foi o principal estrategista político de Maduro.

Substituta de Maduro

Oficiais dos EUA apontam que sua relação com o governo interino da Venezuela será baseada na capacidade de Delcy de jogar de acordo com as regras deles, acrescentando que eles reservam o direito de tomar ações militares adicionais se ela falhar em respeitar os interesses americanos.

Apesar da condenação pública de Delcy Rodrigues a operação americana, um alto oficial dos EUA disse que era cedo demais para tirar conclusões sobre qual seria sua abordagem e que o governo Trump permanecia otimista de que poderiam trabalhar com ela.

Durante uma coletiva de imprensa em Palm Beach, Trump disse que os Estados Unidos pretendiam “governar” a Venezuela por um período não especificado e impulsionar o setor petroleiro./com NYT

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preferimos dercy gonçalves
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Novo critério de status no mundo agora é “impressionar” o laranjão?

Se o Trump simpatiza: dá tudo certo
Se ele não gosta: humilha

No fim do dia foi um grande teatro essa captura do Maduro, pra Trump sair por cima e ser bem visto internacionalmente

Mas os chavistas vão continuar comandando a venezuela kk afinal o país é aparelhado por eles profundamente

o que acha? @llbr

se fosse ela, ia impressionar mesmo KKKKKKKKK
além de querer prender ela…

Eu acho que ela ter boa relação diplomática com estrangeiros devem ter ajudado ela a se manter no poder, além do fato que é mais prático negociar com ela do que botar o Edmundo fazer as coisas do zero.

No fim das contas o Trump é um homem de negócios.

Mas então tudo foi acordado entre os chavistas e o Trump, não houve de fato uma captura

Foi win-win pros 2 lados e talvez até o Maduro seja poupado

Agora que vai cair os embargos economicos, a Venezuela vai ter um ótimo respiro a curto prazo. A inflação vai baixar, muitas pessoas vão voltar pro país e isso consequentemente vai aquecer a economia.

Mas com certeza vai ser muito ruim a médio e longo prazo, com todo o entreguismo que essa nova parceria vai acarretar

Não daria para tirar todo mundo do poder de uma vez na Venezuela, os militares dos EUA podem defender a produção de petróleo e essa infraestrutura, mas o resto do país teria q estar nas mãos de alguém que tenha autoridade entre os chavistas e consiga se equilibrar nesse jogo

Mas pelo que tá parecendo, não será de fato um entreguismo, uma nova liderança chavista surge para ocupar o vácuo de poder, e uma mudança gradual ocorre no país pra deixar a entender mudanças de regime qd na vdd não há nada disso

Tá tudo aparelhado né. Desde as forças militares até o judiciário. Eles teriam que reorganizar o sistema de poder venezuelano do zero.

Como não se ela vai ter que entregar o controle do petróleo pros EUA? Vai ser uma relação de submissão no fim das contas.

Pq não deve ser só pros EUA, deve envolver outras potências nesse babado todo

Tem mais coisa nos bastidores do q parecia a principio

Bom, o Maduro conversou com diplomatas chineses antes de ser capturado

A parte do Congresso e Justiça, e até a fácil de fazer uma transição, a questão é os militares mesmo, o chavismo se mantinha no poder com eles..

E no fim é um grande teatro, o Trump sai bem quisto por ter derrubado uma figura quando todo o resto permanece

Vamos ver até quando a direita brasileira irá surfar nessa onda quando na prática nada além de política petrolífera irá mudar na venezuela rsra

Congresso seria tirado como? se o chavismo possui amplo apoio popular no país