Nunca entendi esse disco como DANCE e decidi pesquisar pq até Grammy ganhou nessa categoria.
Renaissance, vai buscar o seu “dance” na cultura underground negra e queer dos anos 70, 80 e 90. É uma imersão muito específica no Chicago House, Ballroom, Disco e New Orleans Bounce. É uma sonoridade mais orgânica, focada no “groove”, na linha de baixo e na atitude vocal, e não naquele drop eletrônico moderno ou na batida sintética e futurista.
A produção da Beyoncé nesse disco, é intencionalmente sobrecarregada com samples, texturas retrô e uma “sujeira” proposital que homenageia os pioneiros dessas vertentes. Se o seu ouvido busca a estética de um design de som nítido e futurista, o disco não vai preencher esse requisito.
Eu não tinha essas referências. Agora entendi pq sempre me xingavam todas as vezes que critiquei esse disco. Enfim, agora entendi. No mais: POISON música da carreira.
Acho que futurismo pode vir de qualquer época
Você não ignora o passado, mas usa ele para enriquecer a construção da sua ideia, buscando renovar e transformar o som em algo novo.
Daft punk sempre foi futurista se inspirando em ritmos nostálgicos
Eu concordo com seu ponto amigo. Mas no caso eu acho que é mais o meu costume com drops e batidas mais artificiais como eu coloquei no texto. Mas concordo contigo.
vc não entendeu a referência de “futurista”, eu me referi a estrutura das músicas modernas no genero dance, que definitvamente não foram referência no disco da bey. É umas apenas uma observação minha, não é juízo de valor do álbum… ele continua sendo tudo que ele é.
kkk calma amor… isso é total relativo. Acho um disco legendário sim, mas dentro das referências que ele mesmo cita… como eu falei, é uma homenagem a música dance na originalidade dele, não necessariamente o dance music moderno… mas sim, álbum do milênio de certa forma.