RESET: Carta de Despedida dessa BC

À chegada do crepúsculo desse final de jornada, quando as sombras se alongam como dedos do tempo a recolher o que resta do dia, tomo a pena entre os dedos cansados para deixar nestas linhas o último eco de minha voz.

Há no silêncio desta hora um peso que não se pode traduzir — é o murmúrio da existência a despedir-se de si mesma. Findam-se, enfim, os dias que outrora floresceram em esperança; e tudo quanto amei, sonhei e sofri recolhe-se agora à memória, como folhas secas que o outono guarda por piedade.

Não há retorno. A estrada finda diante de mim como rio que se perde no mar. Aceito, pois, com resignação serena, que o ciclo se encerre; que a vida, em sua eterna dança de chegadas e partidas, me chame para o descanso que não conhece auroras.

Aos que ficam, deixo o leve perfume do que fui — não em grandiosidade, mas em lembrança. Que em vossos corações reste, não a dor da ausência, mas a doçura de um tempo compartilhado sob o mesmo sol.

Se o espírito, após desprender-se do cárcere da carne, ainda puder vagar entre aqueles que amou, que me seja concedido o consolo de acompanhar-vos em silêncio, como brisa que não se vê, mas que toca.

E assim, sob o véu deste crepúsculo derradeiro, despeço-me. Não com desespero, mas com a calma de quem compreende que até o ocaso é apenas o prenúncio de outra luz.

Vosso, eternamente,
Terror

vai pela sombra

Ligue se você ligou

Eu fico departamento dos usuários aterrorizados

A ofensa pesada

1 curtida

Mais uma passiva virando estrelinha

Muito triste isso