A cantora afirma ter sofrido abuso sexual repetidas vezes e que sua gravadora ignorou o ocorrido.
A cantora Stacie Orrico entrou com um processo contra seu ex-empresário, alegando que ele a abusou sexualmente durante um relacionamento não consensual que durou anos e do qual sua gravadora não a protegeu.
Orrico, que emplacou diversos sucessos no início dos anos 2000, incluindo “(There’s Gotta Be) More to Life”, entrou com o processo em Los Angeles na terça-feira, 6 de janeiro, contra Britt Ham, que foi seu empresário no início de sua carreira, a Universal Music Group, a ForeFront Records e outras empresas, alegando negligência, agressão sexual, abuso sexual infantil e violência de gênero.
“A indústria da música falhou em me proteger quando eu era criança. Levei anos para me tornar forte o suficiente, mas estou pronta para lutar por todas as pessoas jovens e inocentes que foram, e continuam sendo, abusadas na indústria da música e na Igreja”, disse Orrico em um comunicado compartilhado com a revista PEOPLE. O processo alega que Ham abusou dela repetidamente ao longo de vários anos e que os réus tinham conhecimento dos abusos, mas optaram por priorizar seus interesses financeiros e de reputação em detrimento da segurança dela.
“A autora, Stacie Joy Orrico, era uma criança inocente e alegre, cheia de sonhos, um dos quais era se tornar cantora. Esse sonho — e sua infância, adolescência e toda a sua vida — foram permanentemente ameaçados e profundamente alterados pelo trauma que sofreu em decorrência do abuso e da exploração sexual enquanto era menor de idade e artista musical profissional sob o controle, supervisão e autoridade dos réus”, diz o documento, obtido pela revista PEOPLE.
A queixa afirma que Orrico, de 39 anos, está entrando com o processo agora, após anos de terapia e luta pessoal, porque busca responsabilização pelos “abusos, exploração e profundos danos que sofreu”.
revista PEOPLE não conseguiu contatar Ham para comentar o assunto. Um porta-voz da Universal Music Group não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da PEOPLE.
Orrico tinha 12 anos quando venceu um concurso de música cristã em 1998 e chamou a atenção do jurado Ham, que trabalhava para a Rocketown Management LLC. Ela assinou um contrato com a ForeFront um ano depois e Ham se tornou seu empresário, com a gravadora garantindo a ela e sua família que ser uma artista cristã infantil “idônea” era “parte integrante” de sua imagem.
Seu álbum de estreia, Genuine, foi lançado em 2000 — e, mais tarde naquele ano, Ham supostamente a agrediu sexualmente pela primeira vez em seu quarto de hotel durante uma viagem de negócios a Los Angeles. Ela tinha 14 anos.
“[Ele] a beijou e a instruiu a deitar-se em sua cama ao lado dele. Ham continuou a beijá-la e a tocou por cima da roupa e entre as pernas. Após esses atos, Ham deu explicações contraditórias à autora da ação”, afirma o processo. “Ele a instruía dizendo que os atos não eram pecado porque a amava. Ele a culpava e depois a absolvia de sua incapacidade de resistir à tentação de ter relações sexuais com ela.”
O processo alega que Orrico ficou “confusa” e “envergonhada” com a suposta agressão, mas continuou se aproximando de Ham. Em 2001, quando ela tinha 15 anos, a denúncia afirma que ele a agrediu uma segunda e uma terceira vez durante viagens de negócios subsequentes a Los Angeles, supostamente “penetrando digitalmente os genitais da autora e esfregando seu pênis ereto contra o corpo dela até ejacular”.
O comportamento de Ham teria sido testemunhado por outras pessoas, incluindo uma que alertou o pai de Orrico de que ela e Ham estavam se tocando “demais” em uma piscina. Outra pessoa foi contratada para ser acompanhante de Orrico, mas teria sido demitida depois de “levantar preocupações” à gravadora sobre o relacionamento “possivelmente prejudicial” da cantora com Ham.
att ela tá processando a Universal também por encobrir tudo, parece q o empresario falava que ela tinha que fazer estudos bíblicos e mantinha ela longe da familia e abusava dela quando ela era menor de idade e depois falava que ela não podia contar isso se não ia sujar a imagem crista dela, nos documentos que vazaram tem detalhes de bastante coisa, inclusive falam sobre uma moça que trabalhava na Universal e percebeu isso e quis alertar e foi demitida