Tenho um lado descontraído que queria mostrar, diz Gloria Vanique, agora no Mulheres

Conversar olho no olho com o público feminino e sorrir mais. Esse foram alguns dos motivos que levaram a jornalista Gloria Vanique, 49, a aceitar o convite da Gazeta para assumir o comando do Mulheres. O tradicional programa vespertino celebra 45 anos na grade da emissora e ela estreia na função no dia 2 de março.

Com passagens por Globo e CNN, Gloria agora faz uma transição completa do jornalismo para o entretenimento, algo que ela já vinha ensaiando há um tempo. “Desde 2022 que venho dando palestras e treinamentos voltados ao público feminino, sobre posicionamento no mercado e treinando lideranças. Evoluir com a mulher brasileira tem tudo a ver comigo. Esse é o meu propósito”, conta.

Por mais de 25 anos, Gloria esteve acostumada a dar poucos sorrisos. Isso por conta das notícias muitas vezes duras e impactantes que precisava transmitir. Só que isso vai mudar.

“Eu tenho um lado descontraído que queria mostrar, e no jornalismo a gente precisa segurar. Na época do Bom Dia, São Paulo (2013-2020, na Globo) eu exercia um pouco”, lembra a jornalista.

“Sou agradecida por tudo o que construí na Globo, mas acho que tudo tem seu fim para que venham novos ciclos. Naquele momento, na faixa dos 40 anos, a gente repensa a vida. Pedi demissão, pois não fazia mais sentido sobre meu propósito”, recorda.

Depois da Globo, Gloria passou dois anos na CNN, onde deu início à transição para o entretenimento que se consolida agora, com sua entrada no Mulheres, uma atração que mescla descontração e informação. E sem necessariamente uma meta de audiência.

“Isso [ibope] não é um eixo central. Queremos falar sobre assuntos pertinentes para o cotidiano da mulher, sobre mercado de trabalho. Prestação de serviço em sua essência. O cenário é moderno, alegre”, adianta a jornalista, que confessa ter outra paixão fora a TV: o rock.

Gloria é vocalista da banda The Rusties (Os Enferrujados, em tradução do inglês), um grupo formado por ela com amigos da faculdade em Bauru (interior de SP). Ela sempre cantou em corais e aprendeu violão.

“Sou roqueira”, diverte-se. “A gente está mais para banda de ensaio do que de apresentação, é uma válvula de escape. Nos encontramos às vezes e estamos faz alguns anos nisso. Quem sabe não tocamos no Mulheres?”, completa.