https://x.com/TIME/status/2044389073037803897?s=20
Homenageado por Jeremy Strong e entrevistado por Stephanie Zacharek.
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Homenageado por Jeremy Strong e entrevistado por Stephanie Zacharek.
Chokada?
Queria sentir ele dentro de mim
Que capa horrorosa
coroa gostoso
Homenagem de Jeremy Strong:
Tive a honra de fazer parte do júri do Festival de Cannes no ano passado. Certa noite, sentei-me no fundo do enorme teatro Palais e assisti, admirado e maravilhado, à atuação de Wagner Moura, que nos transportou pela Recife dos anos 70 e, em seguida, nos levou a um lugar reservado para performances transcendentais: o âmago da vida. O júri concedeu-lhe o prêmio de Melhor Ator.
Uma lenda no Brasil há muito tempo, ele já está no cenário mundial há algum tempo. Mas, neste último ano, Moura rompeu todas as barreiras que o mundo já havia superado.
Também em Cannes, no ano passado, Robert De Niro fez um discurso no qual disse: “Fascistas deveriam temer a arte”. Moura, que viveu sob o governo de direita de Jair Bolsonaro de 2019 a 2023, é alguém que entende que democracia e liberdade são coisas pelas quais se deve lutar todos os dias (uma ideia para a qual nosso país, muitas vezes adormecido, está rapidamente despertando). Moura não tem medo de usar o poder humanizador e galvanizador da arte como arma. De “O Agente Secreto” à sua estreia na direção de longas-metragens com “Marighella” (uma denúncia da ditadura militar brasileira), passando por seu trabalho no teatro no ano passado em uma adaptação de “Inimigo do Povo”, de Ibsen (até onde você está disposto a ir para lutar pela verdade?), ele é uma força política e humanitária, uma dupla da qual precisamos desesperadamente de mais artistas. Quando De Niro disse que fascistas deveriam temer a arte, ele estava falando de artistas como Moura. O tipo de artista de que precisamos mais do que nunca agora.