Opinião | Luísa Sonza se perde em ‘Brutal Paraíso’ tentando emular Taylor Swift, Sabrina e Rosalía
Carol Prado
Apr 8, 2026
Lembrei de muitas outras artistas ao ouvir Brutal Paraíso, o novo álbum de Luísa Sonza. Mas foi difícil de encontrar, nele, a própria Luísa.
A cantora gaúcha é um dos nomes mais conhecidos do pop brasileiro. Presença constante nas redes sociais e nas páginas de fofoca, ela coleciona polêmicas e declarações controversas, que – para o bem e para o mal – ajudam a emplacar seus lançamentos entre os assuntos mais comentados na internet.
Luísa Sonza lança o disco ‘Brutal Paraíso’. Foto: Pam Martins/Divulgação
Pois bem: Distrópico, a faixa de introdução desse seu quarto disco solo, é cheia de melodias e batidas confusas e desconexas. Ela já sinaliza que não há muita coerência no que vem a seguir. São 23 músicas: Primeiro, um pouco de bossa nova; depois, um trecho mais roqueiro; em seguida, pop oitentista; e aí funk, funk, funk; um “hola, qué tal?” para o pop latino cantado em espanhol; no fim, pop rock com refrão gritado.
Todas essas partes pouco conversam entre si. Mas, atirando para todo lado, uma hora se acerta alguma coisa. Não é falta de poder de síntese, é estratégia: o disco grande dá volume ao número de plays na internet e aumenta a chance de sair um hit.
