Mulher que morreu após ter intestino perfurado durante colonoscopia ligou para tia antes do exame: 'Estava com medo'

Uma ligação feita na véspera de um exame de rotina se transformou na última conversa entre a agente de organização escolar Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, e a tia dela, a professora Mara Aparecida.

“Ela me ligou antes de ontem só para dizer: ‘Tia, eu te amo’. Foi a última vez que nós conversamos. Ela disse que faria o exame no dia seguinte e que estava com medo”, contou ao g1 a professora Mara Aparecida.

Na manhã seguinte, Mariana passou por uma colonoscopia no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo. Durante o procedimento, o intestino foi perfurado. Ela precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência, mas não resistiu às complicações e morreu na tarde de quarta-feira (29).

O procedimento havia sido agendado como um exame de rotina.

:magnifying_glass_tilted_left: A colonoscopia é o principal exame realizado para avaliar a saúde do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. O procedimento é seguro e essencial para o diagnóstico precoce de câncer. É realizado sob sedação e é indolor, mas exige um preparo para limpar o intestino.

Mara Aparecida contou ao g1 que a família foi informada pela equipe médica que a paciente teve praticamente metade do órgão lacerado durante a colonoscopia.

Mariana dos Santos Candido morreu aos 41 anos depois de ter o intestino perfurado durante exame no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo — Foto: Reprodução

Mariana dos Santos Candido morreu aos 41 anos depois de ter o intestino perfurado durante exame no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo — Foto: Reprodução

“Eles falaram que rasgaram 50% do intestino dela. Ela foi levada para a cirurgia, conseguiram fechar, só que ela não resistiu. Hoje [quarta], à uma hora da tarde, ela veio a óbito”, disse Mara.

Segundo a familiar, Mariana não tinha problemas de saúde conhecidos e realizava o exame pela primeira vez, por recomendação médica em razão do histórico familiar de câncer colorretal.

“Era um exame de rotina. Meu pai faleceu de câncer de intestino. Então a família inteira, depois dos 40 anos, faz esse exame de dois em dois anos. Ela não tinha nada. Foi a primeira vez que fez”, relatou Mara.

Mariana morava com a mãe na região da Cohab I, na Zona Leste, e deixou três filhos que cria sozinha, de 20, 15 e 9 anos. De acordo com a tia, ela trabalhava como agente de organização escolar em uma unidade da rede estadual de ensino e havia comemorado recentemente a conquista do emprego.

“Ela estava superfeliz porque tinha conseguido um serviço registrado. Era uma pessoa cheia de vida, guerreira para caramba”, afirmou Mara.

A familiar também criticou a falta de informações prestadas à família após a intercorrência médica. Segundo ela, representantes do hospital disseram que o exame foi realizado por um serviço terceirizado instalado dentro da unidade.

“Eles não quiseram passar o nome do laboratório. Não quiseram passar o nome do médico. Falaram que era um laboratório terceirizado e que só poderiam fornecer essas informações para parentes de primeiro grau”, declarou.

Ainda segundo Mara, a direção do hospital informou aos parentes que um relatório sobre o caso só poderia ser fornecido em até 30 dias.

“O que falaram para minha irmã foi que a culpa não era do hospital e que o exame tinha sido feito por um laboratório terceirizado”, disse.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que abriu uma sindicância interna junto à Clínica de Endoscopia Salinas, responsável pela realização do exame, para apurar as circunstâncias do incidente. Segundo a administração municipal, a empresa presta serviço há 25 anos no hospital.

Em nota, a pasta afirmou que “lamenta profundamente a perda da paciente e a apuração será rigorosa em relação à conduta médica adotada” e que “a direção do hospital segue à disposição da família”.

A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita e morte acidental. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que realizará exame necroscópico para determinar a causa da morte.

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Um erro médico grotesco isso…

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mais uma fobia desbloqueada
obrigado flavia ela/dela

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Mais uma vítima das 19377374 vítimas de erros médicos, de profissionais horríveis

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Rasgaram 50% do intestino? GENTE?

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Quem fez deveria ir preso

gente pelo amor de deus isso não existe

Gente como chegou ao ponto? Atravessaram o intestino dela?

O médico que fez o exame tem que ter o registro cassado

eu só consigo pensar que a pessoa que fez a aplicação teve uma crise de epilepsia e mexeu o bagulho pra tudo quanto é lado dentro dela, pq não é possível…

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gente, plmdds
a pessoa fez isso com ódio? não é possível

Fizeram o exame com o que? Uma espada?

Hoje fiz exame de laringonoscopia , felizmente deu tudo certo

Minha vó fez esse exame no mês passado. E uma amiga do trabalho fez semana passada.
O preparo é terrivel. E no exame eles inflam o intestino pra passagem da camera. Sera que colocaram ar demais dentro e rasgou? Só pode ter sido isso.

laboratório terceirizado

capaz de terem colocado alguém sem experiência para fazer o exame

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e essas desgraças eleitas por pessoas ignóbeis querem desmontar mais ainda a saude

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Por isso que é importante fazer em laboratorios especializados.

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mas isso na verdade é feito pelo médico
como se fosse numa consulta o médico que mexe no aparelho e que faz todo o procedimento

ela deixou 3 filhos ainda, ai serio q absurdo
o estado de SP deveria ser responsabilizado por isso, uma indenização é o minimo pros filhos

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As vezes como foi terceirizado o médico que fez nem tem essa especialidade. Pq o ideal é o proctologista, mas li que outros tambem fazem.

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